domingo, 24 de abril de 2011

Feliz Páscoa.

Poucos são aqueles que em dias ruins vêem seu lado bom, e admitem que não fora grande coisa. O numero de pessoas reduz ainda mais para os que sabem reconhecer a felicidade, um dia feliz, que reconhecem seus sentimentos, limites e fraquezas.
E quem são essas pessoas? As mais felizes? As sortudas?... É uma questão de perspectiva talvez, mas realmente felizes são aquelas que enfrentaram a tragédia, que tiveram suas vidas devastadas e arrasadas de alguma maneira catastrófica e no final de tudo aprenderam a reconhecer a luz do sol justamente por terem conhecido a escuridão, a frieza e a profundidade das nuvens quem os aprisionavam.
Como pode alguém se dizer feliz, satisfeito e completo sem ter conhecido o vazio, o incompleto, o triste, a queda? Como pode o infeliz saber sua realidade se nunca saiu do buraco?
O Bem existira sem o Mau? Amor é sinônimo de “escravidão passiva” e “tortura com prazer”? Um desastre tem que ser sempre algo ruim?
A nossa zona de conforto, em minha opinião, é nossa melhor e pior aliada, que horas se torna nosso porto seguro e outra nos acovarda a cada passo. “Por que conhecer pessoas novas se já tenho meus amigos”, “Devo me arriscar a invadir o território do novo se já conquistei e sou rei de meu espaço?”.
Mauricio S. Hale

Feliz Páscoa.