Acho que todos já ficaram na duvida em dizer a alguém “Eu te Amo”.
Muitos já ouviram dizer que é possível sentir a morte quando ela se aproxima, como se fosse um sexto sentido. Será que seriamos capazes de sentir seu cheiro? Ou conseguimos ver através dos olhos das pessoas que nos amam? Certamente ninguém viveu pra contar essa experiência. O desastre só acontece quando a ansiamos, não necessariamente por motivos ruins, mas sim pelos os quais não conseguimos lidar.
Eu lhes contarei algo, embora de modo metafórico, a verdade não deixará de existir.
“Em algum lugar do planeta vivia-se dois seres viventes, embora passassem a maior parte de seus dias juntos, a amizade entre ambos era inexistente. As diferenças eram gigantescas e evidentes mas ainda assim o sentimento compartilhado de ternura seria uma de suas “pequenas grandes” semelhanças.
Talvez inicialmente os seres viventes sentissem medo apenas como condição, afrontar-se com a redenção não era o desejado, embora conscientes que seria inevitável.
Em fim de colocar um basta no sofrimento o destino resolveu deliberar seus caminhos criando uma grande tempestade, possivelmente a pior que os seres viventes já teriam presenciado. Com a chegada da chuva a necessidade de um abrigo era evidente, foi então que o destino os uniu, abrigaram-se no mesmo lugar, isolados de todos, foi quando os problemas e as resoluções começaram.
A reação a tempestade fora distinta, um dos seres se recolheu ao um canto, amedrontado esperando a chuva cair sobre o teto a suas cabeças, já o outro ser decidiu que era hora de se fazer existir na vida da pessoa amada.
O grande amor existente fora escondido por palavras amargas, já que a interação ocorrera de forma errada iniciando uma discutição, seus corpos clamavam um pelo outro essa sensação desconfortável que os fazia revoltados.
Então, não tendo escolha o ser que se encolhia a cada trovoada decidiu abandonar o local de abrigo, e novamente o destino fizera seu trabalho, ao dar seu segundo passo uma pequena lasca de madeira que se desprendera da parede com a força do vento lhe acertara a perna levando-o ao chão gritando.
O grito parecia rasgar a pele do ser vivente que permanecia em pé, era quase insuportável ver a cena, foi quando a decisão de rende-se lhe surgiu, correu até o ser gritante e o agarrou colocando-o em uma posição mais confortável e acostando a cabeça em seu peito.
__Calma! Vai ficar tudo bem.__ Disse a frase rapidamente sem transparecer o medo que sentia, apertou a cabeça do ser ferido contra seu peito, como se houvesse a possibilidade de refrescar-lhe a dor.
__Sai daqui! Deixe-me em paz.__O ser ferido disse sem mesmo ouvir suas palavras já que suas mãos estavam agarradas ao corpo daquele que o confortava. A dor era imensa, pois parte da madeira havia entrado em sua perna.
Mas por um instante o ser ensangüentado olhou fundo nos olhos do ser próximo entendo o desejo, não para que a dor passasse, mas sim pela morte, ter a pessoa que mais lhe importava a sua frente e não poder dizer um simples “Te Amo” era mais do que ele poderia suportar, o desejo crescia a cada segundo e pensamento. Como uma pessoa pode ter tal controle sobre a outra? O ser ferido não compreendia a complexidade de uma paixão, como poderia ele se sentir confortável envolto a outro corpo com um pedaço de madeira cravado a perna.
Os desejos do ser estável não eram diferentes, ele afrontava o olhar do ferido com a mesma intensidade que o recebia a sua ânsia pela morte era por se sentir culpado, não lhe deixava de ocorrer a idéia que tudo aquilo seria sua falta.
__Olha, eu sei que não começamos bem, não precisava ser assim__ sua voz falhara, recuperou o fôlego e voltou a falar baixo e calmamente.__ mas por agora, se for mais fácil finja que eu sou alguém que você ame, mas não me faça sair daqui, não agora.
O ser ferido parou de gemer, sentira o sangue esvair-se de seu rosto, olhou nos olhos do ser próximo e sentiu cada parte de seu corpo, como se fosse filamentos que faiscavam por estar em contado com outro.
A pressão desses sentimentos fora incontrolável, levando os dois seres ao mesmo tempo com apenas um único movimento a se beijaram incansavelmente. Seus corpos agora eram apenas um, assim como o pensamento palavras não precisaram ser ditas para entender que ali nascera uma nova versão de “Romeu e Julieta”, mas que a batalha não seria nada comparado aquele beijo, que não parecia ter fim, não era preciso ter fim.
Afastando seus lábios do ser que o segurava em seus braços, esquecendo até mesmo da dor que o atordoava, o ser vivente entendeu que na vida o mais importante é estar com quem amamos, e principalmente deixar que a outra pessoa saiba, então o ser vivente fechou seus olhos já preparado para retornar ao beijo de sua vida e disse com um tom veludoso.
__Eu te amo.
O ser estável que antes sentia a pele sendo rasgada pelos gritos agora sentira uma paz interior que jamais conseguira explicar, deixou seus medos de lado e correspondeu as palavras de seu amor.
__Eu sempre te amei.
Nunca deixe de dizer a alguem o quanto a ama. Pode-se não ter uma segunda chance.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
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lindo *-* ameeeii
ResponderExcluirÉ uma realidade difícil às vezes,Mas que deveria ser praticada sempre .
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirUau leke!
ResponderExcluirLindo esse texto. Muito verdadeiro também, pois a maioria das pessoas, principalmente nós homens, não julga importante a demonstração do sentimento que vai no peito!
noooooossa!
ResponderExcluirsem palavras o teu texto!
lindo mesmo! as pessoas deveriam expressar mais seus sentimentos!
amei o texto, bom bom bom *-*
by: luis