terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mascaras ao chão



Certa noite Camila acordou com uma dor no peito, o ar quase escasso em seu pulmão, uma vontade de gritar tomava conta de sua alma, seus pensamentos ainda indistintos, por alguns segundos não conseguira se lembrar de nada, a não ser o sentimento de um vazio enorme. Depois de alguns minutos atordoantes tudo se tornou nítido, o principio para a origem do ataque de pânico fora um pesadelo onde ela perdera a pessoa amada de forma brutal.
Olhou para ao lado respirando profundamente em seguida, se confortou ao perceber que alguém dormia ao seu lado, intacto, adormecido, ainda belo como um anjo.
O pesadelo estava cortado em partes na memória, quase não conseguia se lembrar, a única cena que ficou foi à perda, que persista em voltar não a deixando dormir.
Não sobrando muitas alternativas Camila resolvera se levantar e respirar um pouco de ar fresco, abriu com cuidado e vagarosamente a porta do quarto que a levara a um imenso gramado recém aparado, sentou-se e começou a observar a lua, que aparentava estar grande e brilhante, seu brilho no céu era majestoso, ela se lembrou que vira uma lua tão linda como esta somente uma vez em toda sua existência, que diferente desta noite, não era o medo que estaria presente em seu corpo, mas sim o amor, até mesmo o vento que sobrava contra a pele era semelhante.

Tudo acontecera a alguns anos atrás, na noite do baile a fantasias da escola, Ela deixara sua casa apressada, pois já estava atrasada, estava ansiosa pois sabia que naquela noite não haveria regras, a única talvez, seria que todos devessem estar usando uma mascara para poder entrar.
Encontrou-se com as amigas na entrada do colégio, depois de algum tempo de conversa resolveram entrar, no grande salão seus olhos já foram atraídos por sua suposta alma gêmea, que mesmo estando todos escondidos entre mascaras e panos ela não deixou de reconhecê-lo.
Mas o orgulho que fora ferido por algumas discutições lhe impedira de caminhar até ele, de lhe dirigir a palavra, então permaneceram separados por grande parte do baile.
Foi então que Camila teve toda pele arrepiada, a voz de seu amado a chamava.
__Posso falar com você. __O tom de sua voz era suave.
__Não quero estragar com minha e nem a sua festa.
__Só por alguns minutos, prometo lhe devolver inteira__ a voz um tanto quanto sarcástica.
__Lucas! Se acha que isso é brincadeira, pode voltar pra seus amigos.
__Ta, me desculpe. Preciso falar com você.
Por mais que a garota tentasse resistir, ela sabia que seu amor ara mais forte, forte suficiente para fazer suas pernas se moverem involuntariamente. A cada passo dado seu coração parecia bater mais forte, pois dali ela poderia sair em pedaços, pois é o que acontece quando um amor não é correspondido.
__Preciso lhe dizer uma coisa... Varias coisas __ A voz do rapaz era um tanto nervosa.
__Eu começaria pedindo desculpas. __ Seu desejo era de se atirar nos braços do amado e se perder em seus lábios, mas permanecia na defensiva.
__Eu sei que tenho sido um estúpido, mas apenas não é fácil.
__Fácil?
__Eu simplesmente não havia am.... __ as palavras pareciam machucar a garganta __ amado ninguém antes. Nunca tive de lidar com esse sentimento, que horas parece ser incrível, em outras parece querer se alimentar do sofrimento da outra pessoa.
__O amor realmente é algo incrível, que nos pode levar a diversos caminhos, só é preciso saber por onde queremos segui-lo.
__Da maneira que lhe fizer mais feliz.
__Seus amigos, já mais aprovarão, somos de mundos totalmente diferentes. __ Os olhos foram seu primeiro sinal de fraqueza, se encontravam molhados por lagrimas.
__Então uniremos os dois.
__Não seja inocente, teremos apenas que enfrentar a tod...__ As palavras fugiram, os olhos verdes do rapaz refletiam o doce brilhar da lua cheia, a hipnotizou completamente.
Aproximou-se o suficiente para sentir o calor do corpo do amado, sua respiração parecia ser mais forte do que a brisa fresca que os fazia companhia naquela noite, então o esperado beijo aconteceu.
Por alguns minutos os dois permaneceram ali, em um grande e eterno beijo, algo que parecia os alimentar por toda vida, algo inexplicável, fazendo ambos se perguntarem se era necessário realmente saírem dali? Rezavam para que o tempo congelasse e os fizessem eternos.
Os aplausos vindo do salão de festas os tiraram de sintonia, afastaram-se e perceberam que ainda permaneciam com as mascaras, os aplausos indicavam a chegada da meia noite, onde todos retiravam o que cobria seus rostos.
O rapaz olhos fundo nos olhos de Camila e retirou a sua.
__Sem Mascaras!
Ela entendendo o que o amado lhe dissera fizera o mesmo.
__Sem Mascaras! __ Cada célula de seu corpo parecia quere gritar, fazendo a voltar aos braços do namorado, pois o gosto de sua boca em poucos minutos ja a tinha viciado.

__O que faz ai fora meu amor? __ A voz de sua alma gêmea a trouxera ao presente.
__Nada, apenas pensando.
__Vamos para dentro, vamos dormir.
__Te amo __ disse ao levantar-se.


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